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» » » TRIBUNA LIVRE: Edjasme Tavares... O DIÁCONO


José Roberto Pereira

Entre os 12 e 18 anos fui um agregado dos padres do SCJ (Sagrado Coração de Jesus). Ordem fundada por Padre Denhon tendo a finalidade de fundar colégios educando a sociedade. Em Palmeira dos Índios morei no Colégio Pio XII, fundado pelo saudoso Padre Paulo Dimas Gomes de Brito, estudando o colegial. Em 1967 fui morar e estudar o científico no Colégio São João lá na Rua Benfica no Recife. Toda minha formação devo a estes padres, principalmente ao padre Dimas e o Holandês Padre Ludujero que moravam no Colégio Pio XII e era pároco em Quebrangulo sendo, assim como Pe. Alfredo, um defensor dos índios xucurus. O Pe. Ludujero serviu na resistência holandesa contra o nazismo e tinha um defeito no pé proveniente de um tiro das forças nazistas. O Pe. Ludujero rezava uma missa em latim que demorava em torno de 20 minutos.
Ao Pe. Dimas devo todo o meu estudo e grande amizade. Por falar a verdade em seus sermões dominicais foi ameaçado de morte e teve que deixar sua querida Palmeira. Na época, décadas de 50 e 60 do século passado o SCJ, possuía com prédios próprios o Colégio Pio XII em Palmeira dos Índios, Seminário de Água preta, no Recife, o Colégio São João, um Seminário na Várzea, um Seminário em Camaragibe, outro em Pau D’alho onde hoje funciona a escola de oficiais da polícia. No Colégio São João fui amigo e vizinho de quarto do Pe. Holandês Francisco Hassem. Era um teólogo, e todo processo de qualquer padre que deixava a batina tinha que passar pelo Pe. Hassem.
Na minha época de colégio, o modo de interpretar o catolicismo da igreja católica holandesa e da igreja católica brasileira era bem diferente. Vamos dizer que a holandesa era mais liberal e a brasileira conservadora. Na própria ordem havia uma disputa de poder e ideias muito grande entre liberais (linha do Dom Helder) e conservadores. O Concílio Vaticano II do extraordinário Papa João XXIII foi uma vitória dos liberais. O padre Hassem já questionava o celibato, sendo a favor do casamento e era um grande teólogo e professor da católica. Entre o final da década de 60 e a década de 70, a Igreja Católica perdeu muitos padres para o casamento, os quais se continuassem como padres ainda hoje estariam prestando um grande serviço à nossa igreja.
Aqui perto temos o exemplo do meu grande amigo e ex-pároco de Palmeira dos Índios o Pe. Odilon Amado dos Santos. O Pe. Odilon foi o primeiro diretor do colégio Humberto Mendes. Apaixonou-se por uma aluna, casou-se (liberação rápida do Pe. Hassem).
O Pe. Odilon, com sua esposa, deixou uma filha.
Ficando viúvo o Pe. Odilon e com aval do Vaticano voltou a ser padre e pároco de Palmeira. Digo isto porque o nosso amigo Edjasme Tavares tem todas as qualificações morais e espirituais para ser um extraordinário Padre casado, no entanto, chegou ao diaconato, maior cargo do leigo na Igreja Católica. Não existe nada na Santa Bíblia Sagrada que proíba o sacerdote ou pastor de casar.
Nos Evangelhos Apócrifos (que não são reconhecidos pela igreja católica) afirmam o casamento entre Jesus com Maria Madalena, deixando a geração Carolíngia da qual os Cavaleiros Templários eram os responsáveis. Quem proibiu o padre de casar foi a igreja de Roma, a mando do Santo Padre no início da idade média.
Aproveito a oportunidade para agradecer ao amigo Edjasme Tavares a defesa que fez do Turismo de Bom Conselho e esta nova maneira de qualidade de vida que é o Privê Ecológico Morada da Coruja.
Agradecer ao Luiz Clério que me emprestou para ler o livro Meus Dois Mundos do Edjasme Tavares.
É um livro que você lê de um fôlego só e tem o cheiro de terra molhada da nossa querida Bom Conselho.

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