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Pesquisa: metade dos brasileiros tomaria cloroquina se tivesse covid


Uma pesquisa elaborada pelo Paraná Pesquisas e divulgada nesta sexta-feira (12) apontou que metade dos brasileiros tomaria a cloroquina caso fosse infectada com o novo coronavírus. O documento mostra que 50,4% afirmaram que sim, enquanto 44,7% disseram que não e 4,9%, não sabem ou não responderam.

A pesquisa ouviu 2.226 brasileiros, alocados em 26 Estados e Distrito Federal, entre os dias 6 e 11 de junho. A pesquisa tem margem de erro de aproximadamente 2% com grau de confiança de 95%.

Cloroquina
A hidroxicloroquina é um medicamento de uso controlado com efeito imunomodulador. É usado para tratar doenças autoimunes, como artrite, malária e lúpus. A utilização da cloroquina em pacientes infectados com covid-19 é debatida por diversos país, como a França e o Brasil. No entanto, até o momento, não há comprovação científica da eficácia desses medicamentos, mas há casos de pessoas que se curaram com o remédio.


Revista retira estudo que apontou riscos da cloroquina


O controverso estudo publicado em 22 de maio na revista The Lancet com mais de 96 mil pacientes internados que havia concluído que o uso da cloroquina ou da hidroxicloroquina em pacientes com o novo coronavírus, mesmo quando associados a outros antibióticos, aumenta o risco de morte e de arritmia cardíaca nos infectados pela covid-19, foi retirado de circulação nesta quinta-feira, 4, por três de seus quatro autores.

O estudo havia motivado a suspensão, por parte da Organização Mundial de Saúde, de uma pesquisa mundial com a drogas, mas uma série de suspeitas foi levantada sobre a base de dados, o que fez a OMS retomar nesta quarta os testes clínicos com a substância. Ainda na terça, a Lancet havia divulgado um “manifesto de preocupação” a respeito do estudo. E agora os cientistas se manifestaram publicamente afirmando que não tiveram condições de confirmar a veracidade dos dados apresentados.

A pesquisa publicada na Lancet tinha sido apresentada como a maior já realizada sobre os efeitos que essas substâncias têm no tratamento do coronavírus, de modo observacional. Ela foi feita a partir de uma base de dados da Surgisphere Corporation, uma pequena empresa americana que apresentou informações de diversos hospitais de vários países. O fundador da empresa, Sapan Desai, apareceu como co-autor do trabalho.

Os outros três autores, Mandeep Mehra, Frank Ruschitza e Amit Patel, afirmam em nota divulgada nesta quinta pela Lancet, que lançaram uma revisão independente, por uma terceira parte dos dados da Surgisphere, com o consentimento de Desai, "para avaliar a origem dos elementos da base de dados, para confirmar que estavam completos e também para replicar as análises apresentadas no estudo."

Na nota, os pesquisadores dizem que os revisores informaram que a Surgisphere não transferiria toda a base de dados e os contratos dos clientes porque isso "violaria os acordos de confidencialidade". Sendo assim, dizem que não foi possível "conduzir uma revisão independente e privada" e que os revisores iam se retirar do processo.

"Sempre desejamos realizar nossa pesquisa de acordo com as mais altas diretrizes éticas e profissionais. Nunca podemos nos esquecer da responsabilidade que temos, como pesquisadores, de garantir escrupulosamente que nós nos calçamos em bases de dados que aderem aos nossos altos padrões. Com base nesse desenvolvimento, não podemos mais garantir a veracidade das fontes de dados primárias. Devido a esse desenvolvimento infeliz, os autores solicitam a retirada do artigo", escreveu o trio.
"Todos nós entramos nessa colaboração para contribuir de boa fé e em um momento de grande necessidade durante a pandemia de covid-19. Lamentamos profundamente a vocês, editores e leitores da revista por qualquer constrangimento ou inconveniência que isso possa ter causado."

Hidroxicloroquina começa a ser contrabandeada no Brasil


A legislação brasileira define que medicamento é todo produto farmacêutico, tecnicamente obtido ou elaborado, com finalidade profilática, curativa, paliativa ou para fins de diagnóstico; sendo um conjunto de substâncias elaboradas que auxiliam na cura de doenças ou ferimentos. E para que esse produto possa ser comercializado no Brasil, primeiro é necessário passar por uma série de avaliações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Como esse processo pode levar algum tempo ou o valor do medicamento pode não ser muito atrativo, esses fatores podem gerar dois problemas: o contrabando e a falsificação.

Um exemplo desta situação, foi a apreensão realizada pela Polícia Rodoviária Federal no estado de Goiás, na última quarta-feira (27/5). Os agentes encontraram mais de três mil comprimidos de hidroxicloroquina contrabandeados do Paraguai para o Brasil. A carga estava escondida em uma caminhonete abordada próximo à Uruaçu, no norte do estado. “Esse é um trabalho permanente em que as abordagens têm atenção especial no narcotráfico e contrabando de produtos ilegais”, explica o inspetor Newton Morais Souza, que é chefe do Setor de Comunicação Social da PRF em Goiás.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal, a carga ilícita foi descoberta por acaso, durante uma abordagem de rotina em que os policiais pararam a caminhonete. “Pelo estado de Goiás estar no coração do Brasil, com diversas rodovias que cortam o estado e levam para todas as partes do país. Então, é comum realizarmos esse trabalho de fiscalização”, relata o inspetor da PRF.

Mas essa apreensão demonstra que o combate ao tráfico não é o único problema a ser enfrentado. Existe ainda a questão da saúde pública, uma vez que o contrabando pode colocar em circulação remédios falsificados.

O médico infectologista José David, diretor Científico da Sociedade de Infectologia do Distrito Federal, aponta o problema no consumo de medicamentos falsificados no Brasil. “Ou estão adulterados com componentes que, na maioria das vezes, são tóxicos ou simplesmente não têm o princípio ativo na sua formulação”.

Como consequência, segundo o médico, a pessoa pode ter o “avanço da doença uma vez que, na verdade, ela não está usando medicação alguma”, destaca. “O pior desse processo é que muitas vezes a pessoa está tomando uma medicação para um problema que ela acha que tem. Isso pode levar a consequências leves ou até casos mais graves e mesmo a morte do paciente”, diz o infectologista.

Além disso, a hidroxicloroquina e a cloroquina foram enquadrados pela Anvisa como medicamentos de controle especial, para evitar que pessoas que não precisam desses medicamentos provoquem um desabastecimento no mercado. E nisso, chegamos a uma prática comum no Brasil da automedicação, ou seja, consumir medicamentos sem a devida orientação de um profissional de saúde. Muitas vezes uma doença pode ter sintomas parecidos a de outra enfermidade e, por isso, tomar remédios sem a correta orientação pode agravar o estado de saúde ou esconder sinais importantes para combater a real doença. 

Contrabando e falsificações em tempos de Covid-19

No atual momento em que o mundo enfrenta o novo coronavírus, cada possibilidade de cura ou tratamento são vistos com grande esperança para o fim da pandemia. Apesar disso, é preciso atenção para evitar que outros problemas comecem a surgir como, por exemplo, o frenesi decorrente da hidroxicloroquina como tratamento à Covid-19. Mesmo sem ainda possuir uma eficácia comprovada para combater a doença, o Governo Federal liberou a prescrição médica e o uso. Com isso, a compra desse medicamento aumentou 67% de janeiro a março deste ano, em comparação ao mesmo período de 2019, segundo dados do Conselho Federal de Farmácia.