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Dois meses de afastamento social


Francisco Alexandre - Piúta
completamos dois meses de afastamento social. Em casa, refletindo sobre esse período e a forma de completar o tempo para diminuir o tédio e a ansiedade, fiz ligeiro levantamento das atividades, além das obrigações de trabalho,  e observei que livros, jornais filmes, internet, escrever artigos e elaborar pequenos vídeos foram atividades que ajudaram a diminuir a ansiedade, nesse tempo que ficará para sempre na nossa memória. Dias que sequer em sonhos pareciam possíveis.

Nesses dois meses tivemos de tudo. Vale lembrar a saga do Presidente indicando um remédio que o mundo inteiro diz não curar o coronavírus. Para impor sua vontade, o Presidente encheu o ministério da saúde de militares, baixou Medida Provisória com excludente de ilicitude e, finalmente, um general editou protocolo de uso para o remédio. Felizmente, o STF na quinta, 21.05, disse que a utilização de medicamentos e recomendações fora dos protocolos das agências de saúde do país e internacionais não livrará o profissional das punições previstas na legislação. Ou seja, o STF recolocou nos trilhos a legitimidade para fazer indicação de tratamento para as pessoas.

Vimos gente amontoada para receber os R$ 600,00 reais para sobreviver na crise. O programa revelou que 70 milhões brasileiros vivem na miséria, sendo que 40 milhões não existiam nas estatísticas de nenhum governo. É um erro dizer que essas pessoas utilizam programas sociais por preguiça ou que a sociedade não tem responsabilidade. Infelizmente, para quem não gosta do tema, é assim que os países desenvolvidos tratam a questão. Ah, não vale a informação desinformada de que o custo para inclusão das pessoas é impagável.

Soubemos dos 73 mil militares que receberam irregularmente o benefício de R$ 600,00. Mas, para piorar e confirmar que temos também uma pandemia no quesito ética, veio a público que jovens de classe média, estudantes universitários, mulheres de empresários, servidores, servidores públicos aposentados e seus dependente também receberam o dinheiro sem ter direito, confirmando que os desvios não são de apenas um segmento da sociedade. Inclua-se nesse rol as denúncias de desvios dos recursos por agentes públicos em várias cidades do país.

Nas irregularidades apontadas pelo TCU há dois pontos que merecem avaliação. O primeiro é a desorganização e a falta de controle do governo ao deixar de fazer a checagem dos dados das pessoas. Em vez disso, ele se preocupou com os que efetivamente precisavam, procurando desvios nos que não têm documentos, CPF ou registro de existência, ou seja, os necessitados, enquanto os aproveitadores de sempre faziam a festa com o prato que era destinado à pobreza.

O segundo problema a ser discutido é o comportamento dos que pegaram o dinheiro sem ter direito, esses são os mesmos que estão nas redes sociais a denunciar, cobrar, apontar, e dizer que parlamentares, governos, prefeitos, vereadores e quaisquer seres que ousem representar são todos corruptos. Interessante não! Mas o que significa receber um benefício ser direito, irregular e sem precisar? Isto é fazer igual aos costumam acusar. O desvio difere apenas no tamanho e na oportunidade, pois se a tivesse fariam o mesmo.
A notícia ruim é que deveremos ficar mais tempo que outros países para debelar a doença, resultado da nossa realidade e da falta de liderança para conduzir o país numa crise desse tamanho. A ciência é o caminho é somente ela será capaz de encontrar a solução para a doença, sempre foi assim e novamente serão as cabeças privilegiadas que encontrarão o caminho para possibilitar a todos nós voltarmos a conviver sabendo que novamente o ser humano venceu o desafio. Sempre foi assim e não será diferente desta vez.