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O Sindicato dos Professores de Pernambuco (SINPRO) entrou com ação civil pública na Justiça do Trabalho para tentar impedir o retorno das aulas presenciais no Estado. O Governo Estadual anunciou a retomada de forma gradual, a partir do dia 6 de outubro, começando pelo ensino médio.

Na ação, o Sindicato alega que o mais importante é respeitar o direito à vida e demonstra que em outros estados a experiência de retorno presencial não foi positiva, voltando a aumentar os casos de Covid-19. Na última quarta-feira, dia 30, depois de assembleia virtual, os professores particulares entraram em Estado de Greve, contrapondo-se a volta às salas físicas. “O Estado não possui aparato suficiente para fiscalizar de forma efetiva o cumprimento integral das medidas estabelecidas nas escolas particulares e públicas de todo o Estado, o que inviabiliza o retorno das aulas presenciais", registrou o SINPRO, através de sua Assessoria de Comunicação.

DONOS DE ESCOLAS - O presidente do Sindicato das Escolas Privadas de Pernambuco (Sinepe), José Ricardo Diniz, diz que entendeu a ação como algo dentro da ordem democrática, mas reforçou que se necessário também partirá para a judicialização. “Entendemos que essa volta às atividades presenciais, para também atender ao direito das famílias que defendem o retorno ao espaço escolar, é fundamental para que mantenhamos nosso compromisso com os salários e postos de trabalho dos nossos professores e funcionários. E mais: a prontidão das nossas escolas, dentro do protocolo estabelecido pelo Comitê de Enfrentamento à COVID-19 em Pernambuco, é a condição básica para a retomada. A partir disso, caberá a cada escola, observando o cronograma divulgado, envidar todos os esforços para empreender esse retorno”, afirmou Diniz.

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