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» » » » Os meninos da Mestra Beatriz

Em carta aberta publicada na edição 468, de A Gazeta, os meninos da Escola Mestra Beatriz pedem ao Governador do Estado: “...uma quadra coberta e cimentada, pois esta instituição tem apenas um campo de areia... ...Em dias quentes, o campo fica ruim... ...a areia quente causa queimaduras nos pés, dores de cabeça e alergias decorrentes da poeira... Em dias chuvosos, o esgoto transborda e invade o campo trazendo riscos à saúde.. ...tais como verminose e leptospirose... ...proliferação de Aedes Egypti transmissor de dengue, chicungunha e zica vírus...”.
O texto, a forma direta e o tipo de abordagem aguçaram a curiosidade de conhecer os estudantes e de visitar o local. E fiz. Visita interessante. Primeiro com um grupo de crianças como Yalle, Karine, Lucas e Maciel do 8º ano, depois com o grupo formado por Laura, Lucas, Mickael, Aline, Marcelo, Rahy e outros do 9º ano, os que escreveram a carta.
O primeiro grupo apresentou o areal chamado de campo, a saída do esgoto e uma vala cimentada de 60 cm de profundidade por 25 cm de largura que coloca em risco quem pratica futebol naquele local.
O segundo grupo, do 9º ano, foi liderado por Laura Aparecida, garota que revela inteligência diferenciada já nas primeiras palavras, expôs as razões de fazer a carta. Esclareceu o pedido como sendo uma forma da turma que finda o ensino fundamental ser solidária com os demais alunos na discussão e cobrança de um espaço digno para brincar nos intervalos de aula (para os antigos – recreio), pedindo ao Poder Público solução para a construção do espaço prometido desde 2006, mas sem sucesso até os dias atuais.
A Carta ao governador e as informações adicionais dadas durante a visita, de forma simples e sincera por crianças com idades entre 12 e 14 anos, podem ser traduzidas pelo que os adultos chamam de denúncia contra a negligência de agentes públicos.
É evidente que a responsabilidade nesse caso não é apenas do Estado. Pois, quando se trata de saneamento urbano e fiscalização de construções inadequadas, a responsabilidade é do Município. Tem-se então que, há de haver solução para a quadra e o seu entorno, de modo a adequá-los para que se evite acidentes, uma responsabilidade do Estado. De outra forma, tem o mesmo nível de importância resolver a situação do esgoto sanitário que é jogado dentro da escola, responsabilidade que é da esfera municipal.
A solução para o que acontece naquela escola, de outro modo, não pode ser apenas dos estudantes, é também uma missão da sociedade local exercendo a sua cidadania para cobrar das autoridades soluções para situação similares. Isto, mais saídas a partir do envolvimento de todos da cidade, pois educação, saúde e lazer são temas que afetam a todos que vivem na cidade.
A carta dos meninos da Mestra Beatriz e a forma como  eles defenderam a escola, o espaço, os sonhos e o que seria a solução do problema me fizeram lembrar de um clássico da literatura juvenil, escrito há mais de cem anos “Os meninos da Rua Paulo” livro de Ferenc Molnár que narra as ações de um grupo de estudantes para defender o seu espaço de lazer nos anos 1880 da ação de outro grupo. Conversando com os meninos da escola sobre a quadra de futebol me levou a personagens do livro, tanto pela forma como defendem, como pela estratégia para conquistar um espaço de lazer no dia a dia da escola a que pertencem.
É sobre isso que falam os meninos da Mestra Beatriz. 
Francisco Alexandre - Piúta,  AMP – Harvard Business School - EUA, Especialização em estratégia empresarial -  Insead - França, MBA Finança corporativas – PUC RJ, Pós-graduado em economia e relações de trabalho – PUC – SP, engenheiro civil, advogado, ex-diretor de administração da Previ, ex-diretor Superintendente da BRF Previdência, foi conselheiro de administração na Perdigão S.A., BRF S.A., Kepler Weber S.A. e Vale S.A., ex-funcionário do BB. Foi diretor da Confederação Nacional dos Bancários.


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