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» » » » Professor de português analisa frase ambígua sobre candidato Haddad


Com o corre-corre da informação nos tempos tecnológicos, a revisão textual parece estar sendo, cada vez mais, desprezada. A consequência – em muitas manchetes, sentenças e parágrafos – é a não clareza, a ambiguidade, a confusão.

  Vejamos, como exemplo, a manchete abaixo:

HADDAD NEGA TER COPIADO CIRO E FALA EM PLATAFORMA COMUM NO SEGUNDO TURNO

 Separemos o trecho “CIRO E FALA”. Sem o contextual, é difícil classificar “fala” como nome ou verbo. Aliás, o que vem brevemente a ser Contexto?

“Aquilo que constitui o texto na sua totalidade; o conjunto dos elementos textuais em que se encontra uma palavra ou passagem, e que modifica ou esclarece o sentido desta.”

 Informado, o leitor consegue perceber que “fala” corresponde à terceira pessoa do singular, correspondente ao sujeito determinado “Haddad”. Não tendo outro propósito estilístico, a manchete não deveria sintetizar bem a matéria?

Pensando na clareza de informações enumeradas, ações sequenciais, há o nobre recurso do “ponto e vírgula”. Esse sinal é capaz de retirar quaisquer possíveis confusões causadas pelo “e”, como em:

HADDAD NEGA TER COPIADO CIRO; FALA EM PLATAFORMA COMUM NO SEGUNDO TURNO.

Caso haja a intenção de informação ainda mais específica, o verbo “falar” poderia dar lugar à real pretensão do candidato petista (de acordo com o próprio contexto); um referente anafórico, responsável por apontamento anterior, seria bem-vindo à fluidez textual:

HADDAD NEGA TER COPIADO CIRO; PRESIDENCIÁVEL PETISTA QUER PLATAFORMA COMUM NO SEGUNDO TURNO.

O maior desafio de uma manchete e de textos curtos está na concisão (brevidade), no espaço limitado. Além de domínio da Norma Gramatical, é necessário treino para o aumento do vocabulário, por meio de dicionários analógicos e de sinônimos e antônimos, por exemplo.

É a máxima parafraseada: A pressa? Inimiga da escrita, da informação.

            Um grande abraço
                    DIOGO ARRAIS

*Revista Exame

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