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» » » Pacientes sofrem com a falta de medicamentos nas farmácias públicas


Além de sofrer com a hipertensão pulmonar, pacientes em Pernambuco têm enfrentado a falta de medicação para atenuar os efeitos da doença. Segundo eles, as farmácias do Estado e do Pronto Socorro Cardíaco de Pernambuco não fornecem os remédios com frequência e fazem com que os doentes se sintam mais fracos a cada dia.

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, estão em andamento processos de compra dos medicamentos solicitados pelos pacientes. Em alguns casos, a SES explica que a demora é para a entrega pelos fornecedores.

A doença aumenta a pressão arterial e afeta as artérias dos pulmões e do coração. Falta de ar, tonturas e pressão no peito são alguns dos sintomas, que pioram com o tempo.

“Faz uns três meses que estou sem remédio. Fica muito difícil para a gente. Não consigo pentear o cabelo, vestir a roupa, varrer a casa”, conta a artesã Renata Cláudia da Silva, diagnosticada ainda criança.

Iloprost, Citrato de Sildenafila, Bosentana e Abrisentana são os principais remédios necessitados pelos portadores da doença.

“Não tem Bosentana para atender pacientes na farmácia da Fusam. No Procape, recebem os medicamentos os pacientes que têm protocolo do SUS”, afirma Fátima Ribeiro, coordenadora em Pernambuco da Associação Brasileira de Amigos e Familiares de Portadores de Hipertensão Pulmonar.

A doença obrigou a dona de casa Ana Lúcia Vieira a parar de fazer almoços para vender. A mudança de Taquaritinga para a casa da sogra, no Recife, também foi necessária para receber o tratamento.

“Tenho dificuldade de respirar, de andar, de tomar banho, dependo do meu esposo para tomar banho e para comer”, relata, minutos antes de uma outra paciente desmaiar.

“Eu desmaiei provavelmente por causa da falta de medicação. A pressão acelera demais e eu fico sem oxigênio. Eu ainda consigo fazer alguma coisa com medicação, sem medicação eu não faço nada. Nem meu próprio cabelo eu consigo pentear”, declara a soldadora Rute Maria da Silva.

Respostas

Por meio de nota, a Secretaria Estadual de Saúde informou que houve aumento no consumo mensal dos medicamentos, sendo necessário fazer novos processos de compra. O Ambrisentana, de cinco e dez miligramas, está em processo licitatório para uma cobertura de seis meses.

Ainda de acordo com a SES, há estoque de Bosentana de 125 mg. O remédio com a metade da dosagem está com entrega atrasada pelo fornecedor, que já foi notificado. Além disso, está em andamento um novo processo de compra para estoque por cinco meses.

A respeito do Iloprost, um medicamento importado, o estado diz que está em processo de compra. O Citrato de Sildenafila de 20mg também está com entrega atrasada pela empresa, mas um novo processo de compra foi aberto, segundo a SES.

 G1PE


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