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» » » Com Lula fora da eleição, Haddad inicia plano B no município de Caetés


O ex-ministro Fernando Haddad chegou a Pernambuco, neste sábado (1), para beber das águas de seu padrinho político, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Formado em direito, mestre em economia e doutor em filosofia, Haddad passa hoje por Caetés - terra natal do ex-presidente - para pendurar o discurso acadêmico e se vestir de Lula, de Nordeste. Vai ser o primeiro ato de campanha dele ao lado do governador Paulo Câmara (PSB), candidato à reeleição. Também será a primeira foto de Haddad e de Paulo juntos, depois da aliança entre o PT e o PSB no estado, que até o início desta eleição estavam em campos opostos. Haddad chama a reaproximação das duas legendas de “reposicionamento”. 

Na agenda oficial, Haddad e Paulo Câmara vão participar de uma caminhada em Garanhuns, município vizinho de Caetés, a partir das 14h, com concentração no Relógio das Flores. Antes - em política há sempre o antes – o petista vai gravar imagens para o guia eleitoral em Caetés, onde Lula nasceu. Caetés pertencia a Garanhuns antes de ser emancipado, na década de 1960.

Segundo socialistas, como a casa do ex-presidente não existe mais, a ideia cogitada pela equipe do petista é mostrar o local de onde Lula partiu em cima de um pau-arara para São Paulo, no Sítio Várzea Comprida. Onde tudo começou para Lula, começará para Haddad, uma ligação que se pretende fazer. Haddad foi nomeado como porta-voz de Lula na campanha e teve um papel decisivo na aliança dos petistas com o PSB, que ganhou o rótulo de “golpista” durante o impeachment de Dilma.

Em Caetés, como no restante do estado, a despeito de todas as denúncias apresentadas pela Lava-Jato e da condenação em segunda instância, Lula permanece com a popularidade em alta. O ex-presidente é tão querido por aquelas bandas do Agreste que o prefeito da cidade, Armando Duarte (PTB), aliado de Armando, só declarou apoio a Paulo Câmara depois que o PT decidiu aliar-se com o PSB, ou seja, o apoio é novo em folha.

Armando Duarte falou com o Diario de Pernambuco em julho sobre as eleições estaduais, mas, na época, estava indefinido. “Eu estava esperando a decisão de Lula, porque ele é da terra e eu não poderia ser contra os candidatos dele. Eu vou apoiar, sim, os candidatos de Lula aqui em Pernambuco”, declarou, lembrando que a população da cidade tem gratidão pelo ex-presidente.

Caetés entrou no radar nacional depois da vitória de Lula para presidente em 2002. O município tem uma população estimada em 2018 de 28,5 mil pessoas, segundo o IBGE, uma receita de R$ 56 milhões, mas quase toda arrecadação (92,85%) vem de fontes externas, como governo estadual e federal. A cidade ainda é considerada pobre, aparece em 70º lugar no ranking de receitas entre os 184 municípios do estado, segundo o site Compara Brasil. De acordo com essa última fonte de informação, inclusive, a prefeitura investiu R$ 24,2 milhões em educação e R$ 12,6 milhões em Saúde. O último Índice de Desenvolvimento Humano Municipal, divulgado em 2013, apontou Caetés com a nota 0,522, considerado baixo em termos de longevidade (saúde), renda e educação.

É justamente nesse município que Haddad começa a campanha no estado, rompendo uma certa tradição que havia com Brasília Teimosa, no bairro do Recife, onde Lula cumpriu, em 2003, a primeira agenda de rua como presidente. 

O ex-ministro de Educação tem um ar professoral, segundo os próprios aliados petistas, bem diferente do que a militância de Lula está acostumada a ver nos palanques, mas esse é considerado mais um desafio do candidato, que assumiu o comando da campanha petista. Lula está preso desde o início de abril e registrou a candidatura no Tribunal Regional Eleitoral ao Palácio do Planalto.

Haddad é filho de comerciantes de um local chamado Bom Retiro, de São Paulo. Ele foi prefeito de São Paulo, com apoio de Lula, tirando do páreo caciques como Marta Suplicy, mas não conseguiu se reeleger. 

O petista chega a Pernambuco, contudo, sem ter conseguido unir o PT estadual, que rachou desde que a candidatura de Marília Arraes (PT) foi retirada do páreo. Marília é candidata a deputada federal, mas continua se mantendo no palanque de oposição a Paulo Câmara. Nesta última sexta-feira, ela chegou a divulgar uma nota onde critica os elogios de Haddad às políticas educacionais do governador.

*Fonte: DP 

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